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4 de outubro de 2010

Amizades


Carolina Silva e Vanessa Cesário
 Que seriam das pessoas sem amigos? Que seria de mim sem um amigo?
Se não tivesse amigos entrava em paranóia autêntica. Não teria uma melhor amiga para confiar os meus segredos. Não teria nenhum ombro para chorar. Não teria ninguém a quem contar as minhas alegrias. Não teria ninguém para festejar sobre algo que me envolvesse o ser. Não teria nada neste mundo. Ninguém depositaria em mim a sua confiança, ninguém me falaria com sentimento. Só estaria rodeada de conhecidos, nenhum amigo.
Felizmente tenho amigos. Poucos mas bons, o que interessa é saber que tenho uma mão estendida quando me sinto mal. Tenho ouvidos para me ouvirem e uma boca para me repreenderem e me elogiarem. Tenho a delícia de uma companhia sincera e inspiração para escrever pois alguém acredita em mim, no esforço a que me dedico em tudo o que faço.
Os amigos são um bem precioso. Tal como diz Mário Quintana: “A amizade é um amor que nunca morre”!
Muitas vezes tive um ombro que chorei. Outras, o meu ombro também foi usado como consolo. Em todas as vezes arranjámos um tema para comemorar, com o intuito que as tristezas abandonassem o corpo para forçosamente darem lugar à alegria.
As festas são um tema fulcral na nossa sociedade. Sobretudo para as pessoas que merecem o título de amigo. São tantas as festas por que já passei com os meus verdadeiros amigos que nem sei qual delas exprimir nesta reflexão.
Vanessa Cesário e Tiago Bettencourt
Tomo consciência que nada nem ninguém são insubstituíveis, fielmente os chamo amigos. Quando esses precisam de partir por algum motivo, seja ele qual for, nunca me deixam completamente só. Levam um pouquinho de mim e acabam deixando ficar um pouco (grande) pedacinho de si. É assim que me sinto completa, com o coração repleto de vários pedacinhos de pessoas que nunca esqueço. E isto só demonstra que nada na vida é por acaso, que o destino existe e que nos pôs no caminho um do outro por alguma razão. Talvez também seja por esse destino que, quando armado em traiçoeiro, afasta essas pessoas para longe, para outra terra. Para todos aqueles melhores amigos que me tiveram de deixar, sempre desejei muito sucesso, saúde, paz, e que a força da natureza iluminasse os seus pensamentos e sentimentos. Mas quando estas mesmas pessoas voltam para junto de mim passado algum tempo, aí sim, REÚNE-SE OS AMIGOS PARA UMA FESTA DE ARROMBA!

23 de setembro de 2010

Namorar é a melhor coisa do mundo!

É tão bom ter alguém ao nosso lado que nos dê o carinho necessário que só se tem por parte de uma pessoa que gosta mesmo de nós, que nos ame. Não, não é bom… é extremamente bom amar e ser retribuído nesse sentimento, seja qual for o sexo (não sou preconceituosa)! Contudo, já é de senso comum que para dançar o tango é necessário dois, logo se um não quer, o outro é obrigado a não querer. Mas o que é melhor e mais doce que o mel é quando dois seres humanos se unem para fazer algo especial, uma união do mais puro amor que existe.
Simplesmente não há palavras para descortinar o sentimento. Não há nada como acordar e adormecer com aquela pessoa especial a flutuar no pensamento ao som de uma música que seja considerada “nossa”.
Não há como descrever os momentos a dois, todas as peripécias passadas em conjunto. Estar deitado no sofá recebendo carinhos no rosto com palavras com um misto de meiguice e marotice. Sentir aqueles braços nos nossos, os beijos a nos envolverem em fantasia!
Mas como já dito numa reflexão anterior, o amor é um vício. No entanto, este vício nem sempre é mau, nem sempre nos trás ciúme nem insegurança. É uma grande sensação, atrevo-me a dizer que é a melhor de sempre. Os gestos carinhosos de puro amor às vezes devem ser assim, escassos, mas quando feitos devem ser arquitectados com tamanha dedicação para serem relembrados naqueles momentos de ciúme e insegurança. A escrita não transmite a riqueza dos pensamentos que me envolve hoje, agora. Nenhum ser humano tem o dom de transpor em palavras um completo sentimento. Mas acreditem que... a sensação é grande!

21 de setembro de 2010

Conhecer o mundo...

Pôr a mochila às costas e conhecer o mundo, sem dúvida que é uma aventura inagualável!
A expressão “conhecer o mundo” pode ser levada a cabo por diferentes formas de acordo com a personalidade e temperamento de cada um. O certo é que conhecer todos esses mundos é de alguma forma um querer obter mais informação sobre algo.
No meu caso, identifico esta expressão “conhecer o mundo” ao adquirir mais informação a nível de países, pois tal citação está acompanhada por “ponho a mochila às costas” o que suscita igualmente aventura, o descobrimento do que nos rodeia. Simplesmente é pisar um país desconhecido com o intuito de saber mais sobre ele e, com isso enriquecer a nossa cultura geral e sobretudo o nosso currículo.
Definitivamente o título desta postagem remete-me a expandir novos horizontes. Todo o ser humano deveria estar apto a fazer uma pausa na sua vida, tirar férias da cidade que se encontra agora tão poluída e destruída pela mão humana, e, deixar-se levar pela curiosidade da busca do conhecimento por parte de outros países. Aventurar-se no desconhecido, dar um tiro no escuro e ir de forma aleatória percorrer todos os países que se encontram neste mundo! E mediante essa descoberta emocionante, conhecer-se-ia, obviamente, novas culturas, novas tradições, diferentes formas de vida e por conseguinte cada indivíduo que desfrutasse desta grande viagem moldaria de forma gratificante e enriquecedora o seu modo de ser, visto que o ser humano é algo em constante evolução.
Estas reflexões conduzem-me a pensar em algo que faço questão de um dia, num futuro próximo, poder vir a fazer, falo aqui de InterRail.
Fazer um InterRail é nada mais do que ter um passe com o qual os jovens podem viajar de comboio pela Europa. É um passe flexível na medida que dá acesso a viajar livremente por toda a Europa sem limite de viagens. Não seria uma peripécia impressionante percorrer toda a Europa num mês? O InterRail possibilita-nos descobertas e experiências únicas, isto para não falar que é muito vantajoso o ter no currículo. Facilita-nos visitar a Europa, planear livremente a viagem e os recursos, isto é, pôr realmente a “mochila às costas” com os bens essenciais à existência de um indivíduo, roupa prática, boa disposição e, claro, uma tenda para dormir nos inúmeros parques de campismo que se encontrarão na viagem, o que facilita andar de lugar em lugar conhecendo deste modo novas pessoas, fazendo novos amigos, partilhando culturas estando de mãos dadas com o espírito de aventura, descoberta, camaradagem…
Porque não um dia pôr realmente a “mochila às costas” e fazer tudo isto? O que nos esperaria era nada mais, nada menos do que uma experiência ÚNICA e INESQUECÍVEL.

Um dia será este dia. :)

6 de setembro de 2010

Devaneio II

Confusões e multidão agitada estão os portugueses fartos. Face às actividades e regalias a que certos seres humanos se subestimam, há que ter a perfeita noção que para atingir o ponto de chegada de uma determinada meta é preciso, devidamente, andar em círculos até chegar ao ponto do destino dessa meta, dessa recta. Conseguem imaginar atravessar uma recta em círculos? É o atravessamento de uma rua por um alcoólico anónimo (ou se calhar até bem conhecido), percorrendo-se assim longos caminhos até chegar ao desejado, sem ele próprio ter a perfeita consciência que é merecedor de ser o ponto desejado e que por ele é obrigatório, ou simplesmente escapatório, viver em círculos durante ápices momentos para se atingir a maturidade apta à convivência com a meta de chegada, com o desejado.
Qual o ponto do destino da tal recta? É o ponto que compreende a perfeita noção da alegria do futuro que esperamos. Após várias peripécias do destino a meta que continuamente ambicionamos parece-nos bem perto a olho nu. Contudo se olharmos para trás relembramos os círculos que tivemos inevitavelmente de contornar para que numa atitude segura atingíssemos o ponto alvo por que tanto ansiámos desde o dia de início da loucura equiparável de atravessar uma recta em círculos. 
Frustrante terão sido todos os círculos a que nos adaptámos a diversas situações que não nos valeram de nada para aquele futuro, mas nada é em vão. Sem às vezes termos noção, tudo deixa ficar um pouco de si em nós fazendo-nos crescer revolucionando uma cadeia de acontecimentos com um único objectivo: para quando chegarmos finalmente àquele ponto possamos olhar para todo o caminho percorrido com um sorriso no rosto e uma pequena lágrima e pensar “Como teria sido se eu ficasse no círculo?” Resposta fácil meus caros, não estaríamos na suposta felicidade que nos encontramos agora.

11 de agosto de 2010

Cães, gatos... Porquê o abandono?

Miminhas, a minha gata. :)
O mais recente membro da família Cesário é quadrúpede, do sexo feminino e a sua língua materna é o miar. Apresento-vos a Miminhas, um anjo a dormir, mas o diabo quando desperta. Este pequeno "projecto de gato" foi adoptado dia 17 de Julho com duas ou três semaninhas e já se pode dizer que adora a sua nova casa como também a sua nova família.
Sempre tive um carinho muito especial por animais, sobretudo por felinos. Esta pequena bolinha de pêlo não foi adoptada nas ruas, mas poderia ter sido, pois a quantidade de animais domésticos pelas ruas do nosso país chega a um número impressionante, completamente absurdo.
Abandonar animais é crime, punido com multa e prisão de 3 meses a 1 ano.
Muitos seres humanos vêem os animais de estimação como amigos, até alguns os tratam como filhos, outros vêem-nos como objectos que podem ser abandonados quando ao dono assim lhe apetecer.
Abandonar um animal é um acto cruel, mas infelizmente é o que acontece em pleno século XXI. A razão do abandono dos animais é consequência dos seus donos apenas preferirem-nos quando são pequenos em que não fazem grandes distúrbios ou quando não dão tanta despesa a nível de comida, etc. Quando começam a crescer a responsabilidade posta nos seus donos aumenta, na medida de que o animal pode-se tornar destrutivo dentro e fora de casa, agressivo com as pessoas, activo de mais, requerer muita atenção, latir ou uivar muito, morder, ser desobediente, não ser amistoso, não se adaptar com outros animais…
Abandonar animais é outra moda fútil de festas e férias. Outra razão para o motivo deste abandono são as férias prolongadas que os respectivos donos se sujeitam, não tendo com quem deixar os seus animais de estimação, querendo apenas livrarem-se do “estorvo” para poderem viajar, no entanto, quando os compram ninguém se lembra disso.
Todavia, é de senso comum que cães e gatos abandonados nas ruas podem representar um risco não só de doenças como também de ataques às pessoas.
O ideal é ter bom senso e pesquisar muito antes de adquirir um animal pois com ele vêm direitos mas também obrigações. Afinal ele é um ser vivo, tem sentimentos e sofre como nós.
Eu era incapaz de abandonar um animal de estimação, seja ele qual for. Tal como nós desenvolvemos uma relação de afecto com um animal, por consequência disso esse mesmo animal também desenvolve essa mesma relação connosco, humanos. Estabelece-se aqui uma amizade especial que apenas tem uma pequena linha pelo meio, linha essa que separa o ser humano do animal.
São já muitos estudantes, advogados, engenheiros, dentistas, professores, donas de casa, etc, que se juntam voluntariamente para ajudar aqueles que não se podem cuidar sozinhos na rua, aqueles que não têm culpa do egoísmo e narcisismo humano.
Porque não ir à SPAD e adoptar um animal? Hoje pode ser o dia! :)

30 de julho de 2010

Felicidade

Vanessa Cesário
Felicidade é um enigma que desde sempre inquieta a humanidade. É algo com uma difícil caracterização precisa, pois talvez seja apenas uma sensação de bem-estar, um sentir-se bem.
O ser humano não possui um botão que se liga permanentemente garantindo felicidade, pois é inapto ao homem estar bem o tempo todo. Contudo, esta emoção não precisa ser uma eterna projecção.
A felicidade encontra-se assim em pequenos gestos. Estar feliz ou triste é um ir e vir.
O ser humano por inteligente que é, é hábil em ter sentimentos, na medida que o arquitecto das suas aflições é ele mesmo: o Homem. Por este ordem de ideias o objecto de felicidade é o ser humano. Se ele não está bem, torna-se um pouco difícil fazer outro alguém sorrir, mais fácil será ter um sorriso espelhado no rosto e sorrir para a vida. A isso chama-se de felicidade, de estar bem com a vida, ou tentar estar bem. A vida não passa de uma tentativa de ser feliz.
Alguém é feliz quando sorri. Eu sou feliz quando sorrio. =)

3 de julho de 2010

Mar

O mar acalma-me.
Vanessa Cesário
Por vezes dou por mim sentada na minha varanda a apreciar a beleza de viver numa ilha, o mar. Adoro sentir o cheiro da maresia, de poder observar o sol beijando o mar, da sensação do vento a bater levemente na minha cara arrepiando-me os braços, ao mesmo tempo que me aquece a alma.
Quando me deparo com a baixa do Funchal toda iluminada pelos primeiros raios de sol, envolvida com o calor de uma manhã de Verão, apetece-me continuar desfrutando daquela doce sensação que me envolve numa viagem aparentemente sem retorno pelos confins do pensamento. É uma paz imensa estar perante o mar e respirar fundo, acalmando-nos a nós mesmos.
Quando me encontro ao pé do mar sinto-me leve, é como se abrisse as minhas asas imaginárias e voasse até o horizonte. Desta maneira sinto-me livre, como se fosse a borboleta mais livre à face da terra. Para sentir mais docemente esta imensidão de bem-estar que me envolve a alma, nada como fechar os olhos e imaginar o paraíso na terra, sentir o vento a bater na minha cara dando-me a sensação da liberdade que me foi concedida.
Nestes momentos de reflexão junto à imensidão do mar sinto como se uma espécie de melodia invadisse a zona onde me encontro, sentindo-me assim arrastada pelo vento, mas no entanto ninguém me toca, é a consequência de ter asas imaginárias! Sinto apenas a cabeça a pairar no nada, longe de tudo e de todos. O mar tem por hábito meter as pessoas que acreditam nele num estado ZEN, completamente ZEN.
Quem não gosta de estar perante o mar para tomar uma decisão complicada?! Até o povo diz que a água do mar tem efeitos curativos!